88,2% dos coworkings do DF estão no Plano Piloto

88,2% dos coworkings do DF estão no Plano Piloto

Novo modelo de trabalho ainda concentra mão de obra no centro da capital

O coworking, em sua essência, é um trabalho autônomo ligado ao networking. Mas o que é networking? O termo em inglês se refere à capacidade de estabelecer uma rede de contatos, de criar conexões. Assim, pensando no coworking como uma nova dinâmica, surgem também os espaços de coworking.

Em todo o mundo, existem mais de 4 mil empresas na área. No Brasil, o primeiro coworking nasceu no ano de 2007, em São Paulo. Após 12 anos, o número chegou a 1.194 em todo o país – segundo o censo de 2018 da Coworking Brasil, que fez o levantamento em 169 municípios com mais de 100 mil habitantes.


E no Distrito Federal?

Após a explosão em 2017, a capital também ganhou espaço no cenário. Na capital, estão presentes 38 locais espalhados em diversas regiões. Além do conceito de coworking, os locais se tornaram referência por suas estruturas dinâmicas. Mesas de sinuca, cafés e uma programação completa com workshops e palestras oferecidos à população mostram o diferencial do espaço.

A escolha da Região Administrativa é um dos fatores considerados na hora de abrir o espaço. No Distrito Federal, 88,2% dos coworkings estão em Brasília, e o restante, em Águas Claras e no Guará, representando 5,88% cada. Com isso, 58,8% optaram por uma região administrativa em que normalmente os empresários escolhem para abrir escritórios. Em contrapartida, 29,4% escolheram uma RA que não fosse sede de muitas empresas.

No entanto, Camila Spina, fundadora do Bsb Coworking, conta que os clientes escolhem o espaço de coworking não só pelo endereço, mas por uma série de preferências que o atraem, como preços, qualidade do serviço – principalmente internet, conforto e até mesmo lazer, “É um pacote que o cliente escolhe por vários motivos. Pro cliente vale muito mais um bom atendimento, um lugar onde ele possa fazer um networking legal, do que a localização em si”.

Outros exemplos são o Manifesto Coworking (Asa Norte), que inaugurou recentemente um café: o Treze – Tipo um Café; e o The Brain, com unidades na Asa Sul, Guará e no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN) que, além de cafés, promove happy hours com seus membros – outro aliado do networking.


Menos burocracia e mais economia

Abrir e manter uma empresa implica em uma série de custos. Segundo o Sebrae, muitas empresas não resistem e fecham com menos de dois anos no mercado. Assim, a entidade afirma que o coworking é uma boa prática para os pequenos negócios. Bruna Abreu, diretora de arte e publicitária, conta o por quê de optar pelo coworking, “O valor do aluguel, do condomínio e IPTU dificulta muito pros novos empreendedores como eu e meus sócios”.

Além disso, de acordo com este cenário, o freelancing – termo usado para os trabalhadores autônomos, e as startups – empresas emergentes que tem como objetivo aprimorar um modelo de negócio, se tornam protagonistas do coworking.

Assim como o empreendedor por necessidade, o trabalhador autônomo, de uma forma geral, se molda de acordo com as possibilidades à sua frente. E seguindo essas tendências, o coworking também se torna cada vez mais popular.

No entanto, Abreu fala sobre as dificuldades que enfrenta no ambiente de trabalho. Com um ar mais descontraído, além de criar laços de amizade e aumentar o networking, o espaços podem atrapalhar seu trabalho algumas vezes. “A dificuldade, às vezes, é o barulho e a falta de um espaço só seu para algumas atividades”, e observa Abreu, “Mas isso também pode ser ajeitado com salas de reuniões ou outros espaços dentro do coworking”.


Networking

O networking traz novas possibilidades ao coworker. E nestes espaços, a atividade é natural. Dessa forma, com ambientes compartilhados e a convivência diária, novos projetos surgem e se tornam um combustível para os trabalhadores autônomos. “Aqui dentro as pessoas fazem muitos negócios, coisas que você nem imagina”, conta Spina.

Durante a entrevista, a fundadora lembra de um episódio no local, no qual um produtor de eventos e um professor de teatro fecharam negócio. E foi ali, no Bsb Coworking, que a oportunidade surgiu.

Além disso, workshops e palestras são eventos constantes nos espaços de coworking. Seja uma palestra sobre mídias sociais, ou um workshops sobre construção civil, o evento acontece, e novas possibilidades surgem para o mercado brasiliense.

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