O primeiro semestre de 2026 teve mais lançamentos e mais vendas de apartamentos novos no Distrito Federal, com destaque para a classe média-alta. Veja os números, os bairros que mais venderam e o que isso indica para quem quer comprar.

Imagem gerada por Inteligência Artificial
A faixa de preço que mais cresceu no mercado de imóveis novos do Distrito Federal em 2026 foi a de R$ 600 mil a R$ 1,5 milhão. Nesse segmento, as vendas subiram 67% no primeiro semestre, e ele passou a concentrar a maior fatia das negociações.
Os dados são do estudo Panorama da Habitação, da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF) e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), divulgado pelo Correio Braziliense. O levantamento mostra um mercado que seguiu ativo mesmo com os juros ainda elevados.
Os números do primeiro semestre de 2026
- 1.631 unidades lançadas entre janeiro e junho, mais que o dobro do mesmo período de 2025 (alta de 108%) e o maior volume desde 2023;
- 2.375 unidades novas vendidas, alta de 10% na comparação anual;
- Índice de Velocidade de Vendas (IVV) de 6,4%, um pouco abaixo do ano passado, mas acima dos 5% que as entidades consideram o parâmetro de um mercado saudável.
O IVV mostra quanto do estoque disponível é vendido em um mês. Quanto maior o índice, mais rápido os imóveis estão saindo.
Por que a classe média-alta puxou as vendas
Enquanto a faixa de R$ 600 mil a R$ 1,5 milhão disparou, as faixas intermediárias tiveram leve alta e os imóveis econômicos e de alto luxo registraram queda nas vendas.
Para o presidente da Ademi-DF, Celestino Fracon Júnior, o resultado mostra que existe demanda consistente por imóveis no DF, com consumidores decidindo comprar mesmo em um cenário desafiador e empresas voltando a lançar.
João Carlos de Siqueira Lopes, vice-presidente da Indústria Imobiliária do Sinduscon-DF, destaca um comprador mais seletivo, que avalia com cuidado preço, localização, padrão do empreendimento e condições de financiamento antes de fechar negócio.
Onde os imóveis novos mais venderam
- Noroeste: a região que mais vendeu apartamentos em números absolutos, com alta de 44% no comparativo anual;
- Samambaia: o maior crescimento proporcional, com o volume de unidades vendidas mais que dobrando (alta de 117%);
- Park Sul, Recanto das Emas, Santa Maria e Planaltina: também fecharam o semestre em alta;
- Ceilândia e Águas Claras: registraram queda nas negociações de imóveis novos no período.
O mapa mostra que o crescimento não ficou concentrado no Plano Piloto e arredores. Regiões administrativas com perfis bem diferentes aparecem entre os destaques, o que reflete a variedade de produtos lançados no semestre.
O que esses números significam para quem quer comprar
Mais lançamentos significam mais opções na mesa, principalmente na faixa de preço que mais cresceu. Por outro lado, uma demanda forte nesse segmento tende a reduzir a margem de negociação nos empreendimentos mais procurados.
Algumas dicas para quem está nessa faixa de orçamento:
- compare empreendimentos semelhantes em bairros diferentes, porque o preço por metro quadrado pode variar bastante;
- simule o financiamento em mais de um banco antes de escolher o imóvel, já que os juros ainda pesam no valor final;
- avalie o que está incluído no preço, como vagas, lazer do condomínio e acabamento;
- verifique a situação do empreendimento e da construtora antes de assinar o contrato.
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