Cenário para o mercado imobiliário em 2019

Cenário para o mercado imobiliário em 2019

Após anos de recessão econômica e baixo estoque na construção civil, o mercado mostra estar preparado para se recuperar.

O mercado imobiliário é um termômetro para a economia e a qualidade de vida da população. Através dele, é possível avaliar a situação política, econômica e social do Brasil e, assim, decidir pela maneira mais segura de investir no momento. Crise econômica, inflação e mudança de governo. Afinal, o que esperar do mercado imobiliário para 2019?

Mercado imobiliário corporativo

A relação entre a economia do país e o mercado imobiliário é direta, mesmo com temporalidades diferentes. Fernando Crestana, diretor de fundos de renda imobiliária do BTG Pactual, fala sobre a inércia na qual o mercado imobiliário corporativo se insere. Dessa forma, mesmo com a relação direta entre economia e mercado imobiliário, é possível notar a diferença temporal entre as áreas. “Essa inércia do mercado acaba sendo positiva, dependendo do momento, ou um pouco mais negativa para a empresa, sempre variando conforme a recuperação ou a piora do ambiente econômico”, diz Crestana.

Ademais, Crestana comenta sobre o pico de vacância entre 2015 e 2016 que, diante dos que ocorreram nos anos 1993 e 2003, por exemplo, ainda teve uma taxa maior durante a última recessão econômica. “Então, o mercado imobiliário, na sua dinâmica atual, acabou de bater uma grande taxa de vacância, que está regredindo”, conta Fernando.

O diretor fala também sobre as expectativas que não se concretizaram entre 2014 e 2016, durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas: “Um dos motivos foi que os investidores tiveram um grande otimismo com o que aconteceria na economia nesse período, e havia muita euforia no mercado brasileiro”. E observa Crestana, “Pelo contrário, nós tivemos uma recessão econômica muito forte durante dois anos, foram quase 8% negativo do PIB, e a consequência disso foi uma grande entrega de estoque corporativo sem a devida demanda”.


Mercado imobiliário residencial

Já o presidente da Rede Brasília de Imóveis, Leonardo Vasconcelos, fala sobre o último semestre de 2018, que mostrou crescimento e gera expectativa para o próximo ano. “Já estamos sentindo essa retomada do mercado no segundo semestre de 2018. Os últimos 4 meses foram meses muitos fortes, tanto na venda como na locação de imóveis”, diz Vasconcelos.

O boletim imobiliário publicado, em novembro, pelo Sindicato da Habitação (Secovi-DF), mostra que, segundo a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), o baixo estoque é um sinal de reaquecimento do setor. Com isso, em fevereiro de 2019, as empresas irão disponibilizar mais produtos aos clientes.

O crescimento do mercado também se tornou visível com o aumento da busca por imóveis novamente, além da confiança de compradores e investidores para voltarem a investir mais no setor. Assim, segundo Vasconcelos, o momento é ideal também para as pessoas começarem a pensar, e decidirem, em se mudar e investir em suas casas, “Quem estava esperando o momento certo para fazer o movimento de mudança com certeza se mexerá agora ou nos próximos meses”, conta ele.

A confiança de compradores e investidores no mercado foi um fator relevante para seu crescimento. Segundo a Ademi-DF, a alta no mês de novembro foi de 40%, em relação ao mês de maio, no Índice de Velocidade de Vendas de imóveis novos no Distrito Federal, sendo um dos motivos para o aumento da confiança no mercado.

Além do mais, Bruno Rodrigues, atual presidente da Netimóveis DF, afirma que os imóveis sempre foram uma boa opção para investir. Assim, o ciclo de vendas que havia reduzido a velocidade nos últimos anos, voltará a funcionar em um curto prazo de tempo, “Provavelmente, vamos experimentar ciclos de vendas mais curtos, maior liquidez e, consequentemente, valorizações”, conta Rodrigues.

Com as mudanças na política do Brasil e analisando a trajetória da economia em 2018, pode-se esperar para o próximo ano um reaquecimento da economia e, consequentemente, do mercado imobiliário. Para isso, dentro de temporalidades diferentes, porém diretamente relacionados, a expectativa é de saldo positivo para o mercado imobiliário do país.

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