Os dados do primeiro trimestre de 2026 mostram um avanço expressivo na intenção de compra — e revelam que a Geração Z está puxando essa demanda

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O início de 2026 trouxe um sinal claro do mercado imobiliário brasileiro: mais famílias estão pensando em comprar um imóvel. O avanço é o maior registrado em um ano, com destaque para um público que historicamente ficava de fora desse movimento: os jovens.
Para quem está avaliando se é hora de sair do aluguel e dar o próximo passo, entender o que está impulsionando essa retomada pode fazer diferença na tomada de decisão. Os dados revelam não apenas que o interesse cresceu, mas também quem está comprando, por quê, e em quanto tempo pretendem concretizar a compra.
O que os números dizem
Levantamento da Brain Inteligência Estratégica realizado em março de 2026 com 1.200 entrevistas em todo o Brasil, mostra que 49% das famílias pretendem adquirir um imóvel. Esse é o maior patamar em um ano, e cinco pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2025.
O dado é relevante porque esse crescimento ocorre mesmo com o cenário de juros ainda elevados — um fator que, historicamente, tende a desacelerar o mercado imobiliário. O desejo pela casa própria, ao que indicam os números, resiste.
Atualmente, 9% dos entrevistados afirmam já estar pesquisando imóveis pela internet, enquanto 5% dizem estar visitando unidades — o que indica que uma parcela relevante da demanda já passou da intenção para a ação concreta. Em outros termos, são compradores potenciais em estágio avançado de decisão.
Quem está liderando esse movimento
O recorte mais surpreendente da pesquisa é geracional. A geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, lidera a intenção de compra, com 59% afirmando que pretendem adquirir um imóvel. No início de 2025, esse percentual era de 49% — um salto de dez pontos em apenas um ano.
Trata-se de uma inversão do comportamento esperado. Por serem mais jovens, com renda ainda em consolidação e menor capital acumulado, os integrantes da geração Z eram, até recentemente, o grupo mais associado ao aluguel como solução de moradia. O que os dados de 2026 sugerem é que essa lógica está mudando rapidamente.
A geração Z já enxerga o imóvel como instrumento de segurança financeira e construção de patrimônio — uma mudança de mentalidade relevante para um grupo que cresceu vendo o aluguel consumir uma fatia crescente da renda familiar. O que move boa parte desses jovens compradores é a busca por segurança patrimonial em um cenário econômico instável.
Mas o caminho entre a intenção e a compra concreta tem obstáculos. O acesso ao crédito imobiliário ainda representa uma barreira estrutural para esse público, seja pelo histórico de renda mais curto, pela falta de entrada acumulada ou pelas taxas de juros ainda elevadas.
Por que as pessoas querem comprar?
A pesquisa também investigou os motivos por trás da intenção de compra: sair do aluguel continua sendo o principal gatilho, citado por 38% dos entrevistados. Mudanças de vida como casamento, independência ou necessidade de mais espaço também aparecem como fatores relevantes.
Mas há outro movimento que chama atenção e aponta para uma maturidade crescente do mercado: 28% das compras têm como objetivo alugar ou revender a unidade, o que indica uma presença cada vez maior de compradores com perfil de investidor — pessoas que enxergam o imóvel não apenas como moradia, mas como ativo de valorização ou geração de renda.
Em quanto tempo pretendem comprar
Outro dado que merece atenção de quem atua no mercado imobiliário e de quem está avaliando comprar é o horizonte de tempo declarado pelos entrevistados. Cerca de 68% das famílias que desejam comprar um imóvel pretendem concretizar a aquisição em até dois anos, o que forma um volume expressivo de compradores potenciais já em fase de planejamento.
Na prática, isso significa que boa parte das pessoas que hoje declaram intenção de compra está fazendo contas, pesquisando opções e, em muitos casos, já organizando as finanças para viabilizar o negócio.
O que esse cenário significa para quem está avaliando comprar
A retomada da intenção de compra reflete uma combinação de fatores: o peso crescente do aluguel no orçamento familiar, o amadurecimento financeiro das gerações mais jovens e a percepção do imóvel como reserva de valor em um cenário econômico incerto.
Mas os dados não dizem que comprar é, necessariamente, a melhor decisão para todo mundo agora. Eles dizem que mais pessoas estão querendo comprar, e que vale a pena entender por quê antes de tomar qualquer decisão. Alguns pontos ajudam a organizar esse raciocínio:
O tempo de permanência no imóvel: comprar tende a fazer mais sentido para quem planeja ficar no mesmo lugar por no mínimo cinco a sete anos. Para quem tem incerteza sobre cidade, bairro ou momento de vida, o aluguel ainda pode ser a opção mais inteligente.
O custo total: na compra, entram custos de financiamento, ITBI, escritura, condomínio e manutenção. No aluguel, entram reajustes, seguro-fiança e a ausência de acumulação patrimonial. Colocar esses números na ponta do lápis, com os valores reais do mercado, dá fundamento a essa decisão.
Por onde começar
A decisão entre comprar e continuar alugando toma forma quando você começa a olhar para o mercado de verdade: preços reais, imóveis reais, regiões que fazem sentido para a sua rotina e o seu bolso.
Independentemente de onde você está nessa jornada — ainda avaliando se é hora de comprar, já decidido, mas sem saber por onde começar, ou pesquisando ativamente —, ter acesso às ofertas do mercado local faz diferença.
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