Brasília: a construção de uma capital histórica.

Brasília: a construção de uma capital histórica.

Saiba como se deu a construção de Brasília, seu formato singular, inauguração e por que pode ser considerada um momento histórico do Brasil.

Pode-se dizer que a construção de Brasília é uma das mais históricas e atuais do Brasil. Criar uma cidade do zero para ser a capital do país – na década de 50 – era uma ambição nos sonhos de Juscelino Kubitschek, presidente na época.

Na verdade, desde 1891, com a elaboração da Constituição Republicana no mesmo ano, havia a decisão de que a próxima capital do Brasil seria no planalto central em uma zona de 14.400 quilômetros quadrados. Mas a determinação só ganhou força em um segundo pedido, descrito na Constituição de 1946.  

Porém, só em 1955, que Juscelino Kubitschek – candidato para presidente do Brasil – inseriu em seus discursos políticos a promessa de transferir e construir a nova capital do Brasil. No mesmo período, a área de 5.850 quilômetros quadrados havia sido demarcada para ser – o que é hoje – Distrito Federal.

Juscelino Kubitschek – conhecido também como JK – idealizou a modernização do país já nos anos 50, e os primeiros passos para tirar o Brasil da situação de atraso que se encontrava era torná-lo mais moderno, e nada mais condizente com essa vontade do que o desejo de construir uma capital para ser vista como símbolo de modernidade. Por esse motivo, depois de ser eleito presidente do país, JK organizou o programa “50 anos em 5” que seria o marco de desenvolvimento histórico do seu governo.

Brasília foi fundada em 21 de abril de 1960

Esta é a data que se comemora o aniversário da cidade. Hoje, está com os 58 anos, sendo palco central do governo brasileiro. As principais obras que seriam necessárias para inaugurar a capital duraram 4 anos, iniciadas em 1956.

A construção da atual capital contou com a colaboração de mais de 60 mil operários, chamados regionalmente como candangos.

O projeto guia para erguer Brasília foi escolhido por concurso público, realizado na época, em que o arquiteto carioca Lúcio Costa, teria o seu nome intrínseco nos traços da cidade. O desenho era genial, brilhante, moderno, de acordo com os pensamentos de cidade modernista que JK desejava.

O arquiteto transformou a central do país em um avião – outros acreditam que se pareça mais com um pássaro ou cruz, alguns dizem ser uma borboleta. O desenho parte do traçado de dois eixos que se cruzam em um ângulo reto. Um dos eixos encaminha às áreas residenciais, é um pouco mais arqueado. O outro eixo, que levou o nome de Monumental, tem 16km de extensão e concentra os prédios públicos e os palácios do Governo Federal. Ao centro, distribuída em sua extensão estão: a sede da rodoviária, torre de TV, centro de convenções, o memorial JK, o memorial da tribos indígenas e o planetário. Já à oeste, ficam os prédios do Governo do Distrito Federal.

A área central de Brasília, chamada de Plano Piloto, é formada por: Asa Sul, Asa Norte, Setor de Indústrias Gráficas, Setor Militar Urbano, Área de Camping, Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Vila Planalto, Setor de Embaixadas Norte e Sul, Setor de Áreas Isoladas Norte – SAIN, e contempla os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Enquanto para a projeção dos edifícios públicos da capital, JK convidou o arquiteto Oscar Niemeyer, que tornou Brasília ainda mais majestosa por suas curvas e pelo design moderno.

Atualmente, Brasília é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade. Primeira e ainda sendo a única cidade moderna com tal título, reconhecida pela UNESCO em 1987.

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