Transporte no DF, mobilidade urbana e trânsito: entenda a rotina da capital federal

Transporte no DF, mobilidade urbana e trânsito: entenda a rotina da capital federal

Quando se trata de trânsito, mobilidade urbana e transporte no DF, a rotina dos motoristas, passageiros e pedestres é intensa.

Brasília pode parecer pequena no mapa, mas sua frota de veículos registrados já passa a marca de 1,7 milhões. Isso sem contar com milhares de automóveis, motos, ônibus e caminhões de regiões goianas e mineiras que circulam pela capital ao estarem interligadas com o Distrito Federal.  

Trânsito

Devido ao aumento no fluxo de veículos ano após ano, a rotina do motorista fica mais complicada. Para quem mora distante do centro da capital, por exemplo, é necessário ter paciência, pois enfrenta o trânsito intenso nos horários de pico às 7h da manhã e à noite às 18h, mesmo sem ter nenhuma ocorrência de acidente. A situação piora quando há algum incidente grave na pista ou nos períodos chuvosos.

Trânsito em uma das principais vias de acesso ao Plano Piloto. Reprodução/Autor: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Reprodução/Autor: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Além disso, a falta de vagas nos estacionamentos públicos na capital demonstra que o Plano Piloto não consegue mais atender todos os motoristas.

Hoje, Brasília mantém uma proporção de 55 veículos para cada 100 pessoas. Mas, acredita-se que esse número aumente nos próximos anos.

Uma das preocupações do estado com relação ao trânsito do DF é a população priorizar o uso do veículo particular como meio de transporte, aumentando o fluxo nas vias da cidade. Em outro comparativo, 40% das viagens da capital são feitas de carro, contra 35% em São Paulo.

Ou seja, se a quantidade de carros nas ruas da capital crescer, no futuro, os motoristas brasilienses deverão ter a paciência e a atenção dobrada.


Mobilidade Urbana e o transporte no DF

Hoje, a mobilidade urbana no Distrito Federal não é a ideal. Por isso, torná-la padrão à nível internacional é um dos desafios para os próximos anos.

Brasília conta com um plano de mobilidade urbana variado. Algumas regiões administrativas são beneficiadas com o sistema de transporte público de ônibus que opera em uma faixa exclusiva, chamado Bus Rapid Transit (BRT), com o objetivo de reduzir o tempo do percurso por evitar os congestionamentos no trânsito. Porém existem linhas e destinos que não são contemplados por esse sistema.

Outra parcela da população têm acesso às linhas metroviárias, que ligam o Plano Piloto com mais cinco áreas da capital em poucos minutos.

Sendo o ônibus coletivo o meio de transporte mais comum do Distrito Federal, a capital possui diferentes modelos que circulam pela vias da cidade. São ônibus articulados, com a capacidade de passageiros maior do que coletivos convencionais; há modelos que são movidos à base de biodiesel e, futuramente, os ônibus elétricos estarão em circulação no DF.  

Em contrapartida, mesmo com todos esses recursos, a população da capital cresce. E a frota de transporte coletivo não têm suprido as necessidades da população. Para quem conhece e utiliza o transporte público coletivo considera que as condições atuais não são as melhores.

Hoje, cinco empresas cobrem o Distrito Federal com cerca de 833 linhas de ônibus. Entretanto, a falta de ônibus e trens, principalmente nos horários de pico (início da manhã e final da tarde), provocam a superlotação dos veículos e grande parte dos passageiros enfrentam longos períodos em pé, na ida e volta para casa, por conta do trânsito intenso nesses horários.

Em certas regiões de Brasília, onde a viagem com o trânsito normal dura em média 30 a 45 minutos, nos horários de pico chega a 1 hora e meia, ou até mais.


Ciclovias

Quem mora perto do local de trabalho, escolhe deixar o carro em casa e se locomover em duas rodas. Andar de bicicleta, além de ser um exercício, é um meio de transporte para quem quer evitar a rotina do trânsito na capital.

Brasília possui aproximadamente 420 km metros de ciclovias e ciclofaixas. A meta para 2022 é chegar em 1,2 km de ciclovias em toda a capital. Hoje, das 31 regiões administrativas, 29 possui um circuito exclusivo para bicicletas.  

Como o uso da bicicleta é um modo de sustentabilidade, o Sistema de Bicicletas Pùblicas Bike Brasília, especialmente para o Plano Piloto, dispõe para população bicicletas compartilhadas que podem ser utilizadas para se locomover pela região. Há vários pontos distribuídos no centro da capital para a retirada e devolução das bicicletas.


Conclusão

Nos últimos anos, diversas vias de Brasília foram ampliadas para receber a faixa exclusiva para ônibus e tentar desafogar o aumento do fluxo de veículos nas pistas do DF. Porém, o uso do carro particular vem crescendo e o trânsito vai se tornando cada vez mais intenso.

Por outro lado, os meios de transporte público possuem algumas falhas: veículos lotados, atrasos no cumprimento dos horários e longas viagens por conta do trânsito lento nos horários de pico.

Brasília, juntamente com São Paulo e Rio de Janeiro, estão um pouco abaixo dos padrões internacionais de transporte público dos principais centros urbanos do mundo, segundo estudo feito pelo instituto de pesquisa americano Expert Market.

Quer saber mais sobre o cotidiano da capital federal? Confira as postagens do Portal DF Imóveis. Nada melhor do que conhecer Brasília por quem vive nela.

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